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Setores de bares, restaurantes e eventos relatam problemas enfrentados por endividamento

Um dos grandes problemas enfrentados pelos setores de bares, restaurantes e eventos é o endividamento causado pela pandemia de covid-19. O relato foi feito por representantes dos segmentos durante reunião virtual promovida nesta segunda-feira (14) pela Frente Parlamentar para a Retomada da Economia no Rio Grande do Sul, presidida pelo deputado Clair Kuhn (MDB) na Assembleia Legislativa.  

“Conseguimos recursos junto ao Sebrae ainda no início da pandemia, só que não voltamos a trabalhar como deveríamos, então essas parcelas já começaram a vencer e ainda estamos com 0% de receita”, exemplificou a presidente da Associação Brasileira de Empresas de Eventos filial RS (Abeoc), Andreia Brum, reforçando que é preciso novas linhas de crédito para o segmento.

“O setor precisa da aprovação de um valor que faça a diferença em termos de montante, que o prazo seja de, pelo menos, um ano após o crédito e em financiamento longo, como 60 vezes, e que o que já se tem comprometido não seja abatido na nova fonte de receita”, detalhou a presidente da entidade que está presente em 12 estados e conta com mais de 1 mil associados.

A opinião é compartilhada pela presidente da Associação dos Bares e Restaurantes (Abrasel), Maria Fernanda Tartoni, que reforça que, como os juros oferecidos eram acessíveis, os empreendedores contrataram empréstimos e financiamentos e, agora, têm dificuldade em quitá-los. “O juro foi muito bom, então as pessoas pegaram tudo o que podiam, mas o número de parcelas é curto, o valor é alto e você não está faturando ainda”, explicou.

Outro problema apresentado pela representante da Associação Gaúcha de Empresas e Profissionais de Eventos (Agepes), Silnia Sanford, foi quanto à escolha do governo do Estado em fazer o Auxílio Emergencial Gaúcho por meio de Classificação Nacional de Atividades Econômicas (Cnaes). “Isso acabou restringindo o setor de eventos em um todo e muitas empresas nos procuram para tentar entender porque não foram contempladas”, lamentou Neka, que solicitou o apoio da Frente Parlamentar para ver se há uma alternativa a respeito.

Durante a reunião, também foi sugerido que o governo do Estado desenvolva uma campanha de conscientização que incentive o público a participar de eventos presenciais que respeitem os protocolos de segurança. Além disso, que seja implantado um processo de fiscalização. A intenção é valorizar quem cumpre as recomendações e evitar que os “bons não paguem pelos maus”.

“Foi importante ouvir as reivindicações do setor que serão encaminhadas ao governo do Estado. Sabemos o quanto é essencial um evento não somente para gerar recursos na cidade, mas também para a saúde mental das pessoas, precisam voltar a ter atividades de lazer”, destacou o presidente Clair Kuhn. Ele também apresentou aos participantes as ações e atividades que estão sendo desenvolvidas pela Frente Parlamentar e as sugestões voltadas a linhas de crédito.

“Precisamos colocar recursos imediatos financeiros nas mãos das empresas, mas priorizando quem está com dificuldades. Temos conversado com instituições bancárias, cooperativas, agências de fomento e associações em busca de opções no mercado financeiro com juros zeros porque o município, o Estado, pode bancar, mas é preciso dar uma carência de no mínimo um ano para os empreendedores começarem a pagar, com juro zero e liberação rápida”, completou o deputado Clair. 

Por- Melissa Bulegon

Assessora de Imprensa

Deputado estadual Clair Kuhn (MDB)

 



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