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Artista de Soledade cria obra de arte em Hospital abandonado em Los Angeles, nos EUA

Um hospital abandonado em Los Angeles, nos Estados Unidos, virou galeria de arte - já imaginou? E tem mais: em uma das salas transformadas em instalação artística, está a obra de uma gaúcha nascida em Soledade, formada em Santa Maria e radicada em San Diego, na Califórnia, que espalha suas criações pelo mundo.

Mônica Lóss, artista visual, pesquisadora e professora, foi selecionada entre 1,1 mil inscritos para integrar o "Hospital of Emotions" (Hospital das Emoções), uma exposição imersiva inusitada.

Setenta artistas de diferentes cantos do planeta foram escolhidos para reinventar 80 dependências nos quatro andares do edifício de 1856, com experiências ligadas às emoções humanas — fazendo do local "uma surreal e poderosa paisagem artística", como define o site oficial.

Mônica criou a obra Paisagem Interior: Da Pele às Entranhas, que ocupa um dos quartos, no "Departamento da Resiliência" (são, ao todo, oito setores).

— Cada artista desenvolveu uma proposta respondendo a um sentimento ou estado afetivo, como amor, compaixão, alegria, medo e tristeza, a partir da própria linguagem e trajetória. Meu trabalho foi construído com base em tecidos reutilizados, com camadas e marcas de uso e muitas horas de costura manual. Criei uma espécie de paisagem emocional que o visitante percorre fisicamente — explica Mônica, que se formou na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e é doutora em Artes pela Universidade de Barcelona, na Espanha.

A artista conta ter ficado impactada ao conhecer o espaço, que fica nas instalações desativadas do St. Vincent Medical Center.

— No primeiro dia em que fomos visitar o prédio, entendi que realmente era um hospital abandonado, com muita coisa empilhada, máquinas, telefones, relógios... um local carregado de significados. Isso mexeu muito comigo, porque, no fim de 2024, perdi meu pai. Estive com ele nos últimos momentos de vida, numa cama de hospital. Meu trabalho tem a ver com isso. Fala da capacidade de seguir em frente depois que a vida nos atravessa e nos transforma — reflete a gaúcha.

A arte salva, e Mônica não tem dúvidas disso.

— Sou uma artista que saiu do interior do Rio Grande do Sul, e tem algo de muito bonito em perceber que questões tão pessoais conseguem dialogar com gente de todas as partes do mundo. É uma forma de conexão — diz Mônica.

Com curadoria da House of Art and Dreams, em parceria com ROYVA e St. Vincent Behavioral Health Campus, a exposição é temporária e fica em cartaz por tempo limitado.

Fonte: GZH



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