A Petrobras reajustou a gasolina vendida às refinarias de R$ 2,78 para R$ 2,98 por litro. No caso do GLP, o preço passa de R$ 3,60 para R$ 3,86 por Kg, o equivalente a R$ 50,15 por botijão de 13kg, um reajuste médio de R$ 0,26 por kg. Respectivamente, os combustíveis terão os custos elevados em 7,22% e 7,19%.
A parcela da Petrobras no preço da gasolina na bomba passa a ser de R$ 2,18 por litro em média, o que corresponde a um aumento de R$ 0,15 por litro, considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina comercializada nos postos.
Até o momento, a companhia não anunciou reajuste nos preços dos demais combustíveis. No final de setembro, a estatal reajustou o preço do diesel em 8,89%, após 85 dias de preços estáveis para o combustível.
De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado na sexta-feira (8) pelo IBGE, no acumulado nos últimos 12 meses até setembro, a gasolina subiu 39,6% no país e o gás de botijão aumentou 34,67%.
JUSTIFICATIVA
A Petrobras justificou que aplica o reajuste sobre o GLP "após 95 dias com preços estáveis, nos quais a empresa evitou o repasse imediato para os preços internos da volatilidade externa causada por eventos conjunturais”. Para a gasolina A, o período de estabilidade foi de 58 dias, segundo a estatal.
De acordo com a empresa, a elevação reflete os patamares internacionais de preços de petróleo, "impactados pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial", e a taxa de câmbio, "dado o fortalecimento do dólar em âmbito global".
A alegação da Petrobras é de que esses ajustes "são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras".



