O setor industrial está passando por uma crise inédita que as estatísticas não conseguem mostrar. A avaliação resultou de levantamento que a Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul) realizou durante duas horas, colhendo depoimentos de 30 atividades fabris, com a participação de 41 dirigentes da entidade presenciais e mais 22 que acessaram a reunião de suas localidades, pela internet.
“As estatísticas, por trabalharem com “médias”, não conseguem expressar o que está ocorrendo nas indústrias. Por isto, resolvemos fazer uma ampla e detalhada coleta de depoimentos”, disse o presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry. A situação que descobrimos leva a um alerta muito sério diante da situação atual e dos acordos coletivos de trabalho que estarão sendo negociados este ano.
Nesse método de aferição da realidade, foi detectada uma dispersão de situações que correspondem às particularidades de cada segmento industrial e à diversidade, como um todo, do parque fabril do Rio Grande do Sul.
Primeiro, houve uma rodada sobre o desempenho obtido em 2021 e início de 2022, quando das 30 atividades surgiram os seguintes resultados: 10 com desempenho em queda; 10 estáveis; 7 cresceram; e 3 impossíveis de comparativos pelo ano atípico que foi 2021.
Ao coletar os depoimentos, foi apurada uma conjuntura de tantas variáveis que tornam inviável qualquer prognóstico para o comportamento industrial este ano a partir dos seguintes fatores: desorganização das cadeias de suprimento; escassez e alto custo de matérias-primas; inflação interna ainda da pandemia somada à inflação externa da guerra da Rússia com a Ucrânia; disparada dos preços de fretes no exterior e nacionalmente; altos juros; câmbio irregular; e tudo isto levando a um momento de perplexidade sem condições de prever o desempenho ao longo deste ano.
Fonte- Jornal O Sul



