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A compra de 90% das ações do Cruzeiro pelo ex-jogador Ronaldo em uma transação milionária chacoalhou o futebol brasileiro

A compra de 90% das ações do Cruzeiro pelo ex-jogador Ronaldo em uma transação de R$400 milhões chacoalhou o futebol brasileiro nesse fim de semana. Afundado em dívidas de cerca de R$ 1 bilhão, o clube mineiro virou Sociedade Anônima do Futebol (SAF), após a aprovação da Lei do Clube-Empresa neste ano, e havia contratado a XP Investimentos para atrair investidores.

O Cruzeiro pode não ser o único time a passar por essa transformação. Pelo menos, cinco equipes estão tratando do tema: Botafogo, Coritiba, Athletico-PR, América-MG e Chapecoense.

A maioria dos clubes brasileiros hoje são associações sem fins lucrativos, e a lei não obriga as equipes a virarem empresa. Adotando a SAF, o clube passa os ativos para a empresa, que substitui o time em campeonatos e assume os contratos de jogadores, além das dívidas. Há uma separação do futebol em relação ao clube social.

O modelo possibilita diferentes formatos, e vários tópicos precisam ser debatidos internamente pelos clubes antes de a mudança ser efetuada, como a porcentagem a ser negociada na transação. No formato adotado pelo Cruzeiro, 90% das ações poderiam ser comercializadas.

“Não tenho dúvida que começamos hoje a transformar a história do futebol nacional. O Cruzeiro é só o primeiro. Muitas outras negociações semelhantes envolvendo os clubes brasileiros estão por vir. O Botafogo será o próximo, também assessorado pelo nosso Investment Banking”, disse o CEO da XP, José Berenguer, em seu perfil na rede social Linkedin.

O Botafogo, também com muitas dívidas, foi outro que contratou a XP Investimentos no objetivo de consolidar o projeto de transformação em SAF e buscar um comprador. O clube entende que o modelo é fundamental para se organizar e readequar financeiramente.

Fonte- Jornal O Sul



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