O fenômeno La Niña segue atuando na região sul do Brasil fazendo com que as chuvas sejam irregulares. A falta de precipitações está preocupando produtores da região de Passo Fundo, em relação aos desenvolvimento do milho e da soja.
Conforme o gerente regional da Emater, Dartanhã Luiz Vecchi, a falta de chuva impacta principalmente as lavouras que foram plantadas precocemente, o chamado “milho do cedo”. No entanto, em comparação com o ano passado, o mês de outubro, quando ocorre o plantio, registrou um acumulado de chuva maior neste ano. Porém o mês de novembro teve uma quantidade menor de chuva, em comparação com o mesmo período do ano passado.
De acordo com Vecchi, ainda é cedo avaliar os impactos que a falta de chuva poderá causar nas lavouras de milho. Além disso, a Emater identificou que os problemas são pontuais, tem regiões mais afetadas pela estiagem e outras menos. O gerente regional explica que agora é o período mais crítico para falta de chuva. O milho está na fase final de floração, indo para a fase de formação de espiga, desse modo, a necessidade de chuva é maior para não afetar o potencial produtivo da lavoura.
O gerente ressalta que ainda não é possível avaliar quais serão os prejuízos e o tamanho da quebra de safra, mas já tem municípios que sinalizam para perdas. Um panorama mais preciso da real situação das lavouras deverá ser realizada no final do mês.
Os produtores já iniciaram também o plantio da soja. De acordo com a Emater, na região de Passo Fundo, 90% das lavouras já plantaram a oleaginosa. A falta de chuva preocupa muito em relação a soja, pois a semente que está no solo, sem umidade, vai germinar sem a força e o vigor necessário. O cenário ainda não preocupa em relação a potencial produtivo, no entanto precisa chover.
Fonte- Rádio Uirapuru



