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Acusado pela morte de Paula Perin Portes é solto pelo STJ e passa a ser monitorado por tornozeleira eletrônica

Um dos acusados pela morte de Paula Perin Portes, jovem de 18 anos assassinada em Soledade no ano de 2020, foi colocado em liberdade por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O homem (M.W.R.O) deixou a prisão e passa agora a cumprir medidas cautelares, entre elas, o monitoramento eletrônico.

A decisão ocorre em meio a mais um capítulo do processo que se arrasta há quase seis anos e que teve o julgamento dos réus adiado recentemente.

O júri popular, que estava previsto para ocorrer em abril deste ano, foi suspenso por decisão do STJ após recurso apresentado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul.

Na ocasião, foi determinada a suspensão do julgamento até que fossem analisados questionamentos relacionados à produção de provas e ao número de testemunhas que poderiam ser ouvidas em plenário. O júri já havia sido adiado anteriormente.

RELEMBRE O CASO

Paula Perin Portes desapareceu em junho de 2020, aos 18 anos em Soledade. Conforme a investigação, a jovem foi morta por asfixia e teve o corpo ocultado em uma área rural do município.

O corpo foi localizado em agosto daquele ano, na localidade de Rincão do Bugre, cerca de dois meses após o desaparecimento. A investigação apontou a participação de quatro homens, que passaram a responder por homicídio qualificado e, em um dos casos, também pelo crime de ocultação de cadáver.

Segundo a acusação, o crime teria sido motivado por vingança. O Ministério Público sustenta que Paula teria presenciado situações envolvendo um dos acusados e que isso teria motivado a execução.

JÚRI SEGUE SEM NOVA DATA

O julgamento dos quatro réus estava marcado para 7 de abril, na Câmara de Vereadores de Soledade, mas acabou suspenso poucas horas antes do início da sessão. A decisão do STJ atendeu a recurso do Ministério Público, que questionava, entre outros pontos, a possibilidade de ouvir cinco testemunhas para cada fato delituoso e o depoimento da delegada responsável pela investigação.

Com a nova decisão, o processo ganha mais um desdobramento enquanto familiares de Paula continuam aguardando a realização do julgamento.

Até o momento, uma nova data para o Tribunal do Júri não foi definida. A decisão de colocar Micael em liberdade não representa absolvição. O processo criminal continua em andamento e ele permanece submetido às determinações judiciais, incluindo o monitoramento eletrônico.

Texto: Glauber Silveira/Jornal A Notícia I Portal Se Liga Aí RS

Foto: Arquivo/Redes Sociais



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